O já com problemas Ministro do Turismo, o Dep. Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) declarou ao Diário do Nordeste de 29 de Janeiro de 2019, que a atuação do MTUR será  feita com base em três pilares. Sendo que uma das estratégias é a criação de várias Áreas Especiais de Interesse Turístico (AEIT), onde, segundo o ministro, Cancún é o caso que “melhor retrata” o sucesso desta iniciativa.  

Dentro deste contexto, O Blog de Capacitação Gestão & Política de Turismo no Município foi atrás das informações para melhor entender tudo isso. Já adianto que o assunto é bem controverso. Há argumentos de ambos os lados. Há os que acham que foi uma bela e ousada saída para a o turismo mexicano, e há aqueles que acham que Cancún trouxe nada mais do que destruição e exclusão. O fato é que precisamos aprender com tudo isso…então vamos lá!

O modelo de desenvolvimento turístico de Cancún, cujo projeto teve início nos anos 70, muito se assemelha conceitualmente aos Polos de Desenvolvimento de François Perroux (1903-1987), muito utilizado pelo governo brasileiro nos mesmo período (a Zona Franca de Manaus, é um exemplo deste tipo de modelo). Talvez não seja coincidência, que tais processos tenham sido contemporâneos. A ideia se baseava na criação de aglomerações empresariais, como forte investimento estatal de base para o desenvolvimento de regiões com baixo índices de desenvolvimento e investimento.

Há muito que discutir. Por isso fazer tudo isso em um único texto, seria no mínimo sacrilégio. Portanto, dividi o assunto em três partes.

O que vem pela frente. Além desta, a PARTE II – O sucesso de Cancún, trará as vantagens e os impactos positivos do modelo, trazendo indicadores de investimento, geração de renda e emprego. Já a PARTE III – Cancún, o que deu errado., destacará os impactos negativos, sobre tudo nas comunidades locais e no meio ambiente. E por fim a PARTE IV – Cancún brasileiro? O que devem aproveitar., traz uma análise da aplicação do modelo dentro do contexto brasileiro e sobretudo do Turismo moderno de hoje em dia. O debate é importante e envolve todos nós, inclusive você.

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Abraço e obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

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