Uma coisa é certa, repetir Cancún não dá, né!? Seria no mínimo primitivo. 

Tecnicamente e politicamente sou totalmente a favor da criação das AEIT no Brasil. Elas trarão a possibilidade de criar um ambiente para novos e necessários investimentos nos principais destinos brasileiros, notadamente os Municípios de Categoria A. Institucionalmente, pelo aumento dos negócios, há uma tendência natural que o Turismo tenha uma melhor percepção e uma melhor notoriedade como motor de geração de emprego e renda. E isto é muito importante para quem é Gestor Público de Turismo, e ou participa de alguma Comissão Parlamentar. É munição para brigar por um Turismo que venha de fato fazer parte de uma Agenda de Governo.  

Porém, onde esta o calcanhar de Aquiles? É pensar as AEITs como um remake do Programa Nacional de Regionalização. Uma forma de dar impulso ao Setor Turístico dentro de uma perspectiva de região, que é muito bem sabido que não funciona. Veja. As regiões não existem desde o ponto de vista da gestão pública, o que implica ao não cesso à recursos. Em outras palavras o Brasil não é gerido por regiões. Além disso, o Turismo acontece no Município. Portanto, é essencial que eles estejam devidamente preparados dentro de uma Política Nacional de Turismo que faça sentido o tratamento das AEIT dentro do tripé Município – Estado – Federação. 

Este respaldo como política de Estado é condição sine qua non ao sucesso. E é aí que está o problema. Não vemos ainda uma Política Nacional de Turismo com bases e fundamentos municipalistas, que dêem o devido e necessário lastro às suas iniciativas.  Carecemos de um movimento que traga de verdade aqueles Municípios que são os grandes geradores de mercado, para o centro do debate real. Nunca se esqueça que uma região só acontece com Municípios fortes e não o contrário. E as AEIT precisam disso. Pense nisso.

Dúvidas, esclarecimentos? Escreva. Curta a fanpage @politicadeturismo

Abraço e obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

Palestras, Workshops e treinamentos? Escreva para emielke@kau.edu.sa

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