Na tentativa de descentralizar servindo como uma ponte entre Municípios e Gov. Federal, as Instâncias de Governança Regional (IGR), criadas pelo PNRT, bem que tentaram…. Mas, passados mais de 15 anos, as coisas não deram muito certo. Sem o correto suporte sobretudo político-financeiro, várias delas se encontram hoje naufragando em meio a velhos hábitos disfuncionais, onde pouco se avançou em resultados mensuráveis. Fora do ambiente institucional controlado pelas Secretarias Estaduais, pouco se percebe seu papel. Em suma, …. não deu. Mas o que aconteceu? É o que você vai ver agora…

Ah! Antes de mais nada, se esta é a sua primeira vez, seja bem vindo ao Blog de Capacitação Gestão & Política de Turismo no Município. Nosso objetivo é ajudar, orientando gestores públicos e técnicos a colocar sua Cidade no Mapa do Turismo nacional. Se já acessou outros textos, obrigado mais uma vez pela confiança. Se gostou, compartilhe e curta. Toda semana tem um novo texto!

O primeiro erro é clássico e fatal. O Estado brasileiro funciona financeiramente, com Municípios, Unidades Federais e a União. Região ou Instância Regional não entram nesta jogada. Logo, não possuem recursos próprios. E sem eles, ninguém da bola. Simples assim. Aliás, saiba que mais de 90% das verbas do MTUR vem por emenda parlamentar. Ou seja. sai de BSB e vai para o Município e a região fica ….. (longa pausa)….. ….não fica!, pois ala sempre será a corda mais fraca!

O segundo erro é um clássico também, e ilusório. Municípios são competidores entre si.  É preciso um arranjo intergaláctico e tempo para que Prefeitos, entidades e empresários olhem para o mesmo lado, através de um consórcio, por exemplo. E mesmo que isso aconteça,  o problema é que na prática, ninguém irá fazer esforço algum para ver o seu turista indo gastar dinheiro na Cidade vizinha, em nome de um pensamento regional…. Aliás, é muito difícil um gestor público sustentar este tipo de discurso entre o seus.

O terceiro erro é muito clássico e desgastante. Se você que me lê, trabalha com Turismo sabe o duro que dá explicar o que é ser turismólogo, não é? Devido ao calendário eleitoral e as frequentes trocas do secretariado municipal (e Turismo joga muitas vezes como pasta-coringa) e estadual, ocorre que há uma enorme rotatividade de pessoas dentro da IGR. E este entra e sai, é a pior coisa que possa acontecer, pois afeta a confiança do grupo em si próprio.

Veja. O modelo de gestão através das IGRs é até bem intencionado. Mas, sem que a devida e necessária adaptação à realidade brasileira tenha sido feita, simplesmente não funcionou e nem vai funcionar. Aliás, este mau hábito do CRT-C+CRT-V, trazendo tudo de fora para inglês ver, é bem típico. 

Então, o que fazer? Considerando o atual cenário e aproveitando o esforço coletivo entorno das IGRs, o Texto 120 “PARA QUE DEVERIAM SERVIR AS INSTÂNCIAS DE GOVERNANÇA?” da Série Política de Turismo, que você pode acessar aqui , traz uma luz no final do túnel.

De todo modo, é necessário um urgente redirecionamento da Política de Turismo para às instâncias. É muito importante aproveitar o mínimo do seu legado. Para muitos Municípios, a IGR é a única luz em meio ao breu. Precisamos de mais!!! Muito mais. Porém, do jeito que está, para mim, além de ser um desperdício de esforços em todos os níveis, é um baita desrespeito àquelas pessoas que querem fazer o Turismo brasileiro grande como deve ser. Pense nisso. 

Dúvidas, esclarecimentos? Escreva. Curta a fanpage @politicadeturismo

Obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

Palestras, Workshops e treinamentos? Escreva para emielke@kau.edu.sa

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