O MTUR acerta e muito quando começa a chamar os Municípios para a responsabilidade do resultado, olhando finalmente para sua verdadeira base. Acerta quando prioriza os Municípios que fazem a tarefa de casa. Mesmo porque, é lá que tudo acontece. E á lá que os recursos são necessários também (recomendo a leitura do Texto 123). Porém, muito ainda é necessário avançar. E, sem dúvida alguma, o momento é oportuno. E é isso que iremos discutir neste texto da semana. 

Ah! Antes de mais nada, se esta é a sua primeira vez, seja bem vindo ao Blog de Capacitação Gestão & Política de Turismo no Município. Nosso objetivo é ajudar, orientando gestores públicos e técnicos a colocar sua Cidade no Mapa do Mercado Turístico e de Eventos. Se já acessou outros textos, obrigado mais uma vez pela confiança. Se gostou, compartilhe e curta. Toda semana tem um novo texto!

Então, vamos lá….Contextualizando….

Observe os dados publicados pelo MTUR de 2016 e 2018, que compilamos no gráfico abaixo. Os Municípios que pertencem as Categorias A e B juntos não passam de 10% do total do Mapa do Turismo brasileiro.Screenshot 2019-08-03 at 20.08.45 Na verdade a quantidade no mesmo período, diminuiu mais de 2 pontos percentuais. E ainda, observe os de categoria D. Houve um aumento de 3 pts. Independentemente se houve mudança na metodologia de análise entre os dois anos, o que se espera é justamente ao contrário. Ou seja, que cada vez mais tenhamos mais Municípios capacitados e acessando mais mercados…. captando eventos…trazendo dinheiro novo…

Em suma 1…Depois de 16 anos do PRNT somente 236 Municípios dentre os 3285 tem capacidade de trabalhar o Turismo. Isto é na verdade, a maior prova de que a atual política da regionalização precisa mudar urgentemente. E a Categorização é o reflexo de tudo isso. Em suma 2…Alguma coisa não está fazendo muito sentindo por aí…

Veja. O que se espera de uma Política Nacional de Turismo é que cada vez mais o mercado tenha opções de Destinos Turísticos. Assim como também, uma maior diversificação de produtos daqueles já existentes e que a qualidade da oferta como um todo, cresça a partir da percepção do consumidor. Certo? 

Logo, a hora é agora. Por mais que a  Portaria 192/18 dê alguma direção, urge ainda o estabelecimento de critérios mais claros e efetivos. Por exemplo. Só ter um COMTUR não resolve (nem de perto), o problema. Inclusive estamos no meio de uma grande pesquisa com os COMTURs de SP e isso está ficando cada vez mais claro (em breve os resultados sairão). Além disso, só ter o compromisso do Prefeito, também não vai garantir que a Cidade venha para o mercado.

O problema é que há vários  passos anteriores que muitos Municípios não estão sabendo fazer por pura desinformação. E afirmo isso com muita propriedade, pois desde o lançamento do Blog mais de 160 Municípios já o consultaram, e ainda o fazem, buscando por orientações que antecedem até os quesitos da portaria. 

Um exemplo clássico é a inútil crença de que as Secretarias Municipais de Turismo devem investir dinheiro (que não tem) naquela trilogia do horror: folderzinho+roteirinho+festinha. Seguem “governando e impulsionando” o turismo de forma completamente desconectada do perfil econômico dos seus municípios e longe da interação com o mercado de intermediários locais e não-locais. Se fiam em conceitos  e discussões acadêmicas antigas por pura falta de orientação sobre o que fazer. 

Urge a necessidade do MTUR avançar em direção a uma política mais municipalista, capacitando os Municípios com um instrumental mais efetivo de ações estratégicas que possam efetivamente dar resultado. O que eu quero ver são os Municípios das Categorias C e D evoluindo às categorias mais prioritárias. Muitos destes instrumentais estão disponíveis em diversos textos deste Blog. É só pesquisar. Veja. O conceito de COOPERAR PARA COMPETIR entre países, só funciona com Cidades competitivas. Regiões só funcionam quando tem Municípios competitivos. Pense nisso.

Dúvidas, esclarecimentos? Escreva. Curta a fanpage @politicadeturismo

Obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

Palestras, Workshops e treinamentos? Escreva para emielke@kau.edu.sa

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