Se a Parte I mostrou a importância do investimento a partir de uma visão do Turista, agora chegou a hora de abordar o assunto pelo outro lado. E desde já te digo: Investir em bairros é direcionar esforços naqueles que realmente mais importam: os moradores da sua Cidade. E agora você vai entender no que isso implica e o que fazer.

Ah! Antes de mais nada, se esta é a sua primeira vez, seja bem vindo ao Blog de Capacitação Gestão & Política de Turismo no Município. Nosso objetivo é ajudar, orientando gestores públicos e técnicos a colocar sua Cidade no Mapa do Mercado Turístico e de Eventos. Se já acessou outros textos, obrigado mais uma vez pela confiança. Se gostou, compartilhe e curta. Toda semana tem um novo texto!

Se para o turista a percepção de ACOLHIMENTO é metade do segredo de Tostines, o investimento à iniciativas que aparecem em muitos bairros da sua Cidade, é a outra metade. Apoiar esforços em movimentos genuinamente endógenos, irá despertar o essencial-vital-primordial e o mais importante de todos os sentimentos: O de PERTENCIMENTO, por parte do morador. É aí que está hoje o sucesso de qualquer Destino Turístico que se diz ou pretende ser …moderno…inteligente…smart

PERTENCIMENTO é sentir-se parte de algo, seja de um grupo ou de um lugar ou ambos. Pertencimento instiga uma porção de vários outros movimentos, como por exemplo o de cuidado pelo bairro, zelo pelas ruas e segurança, e o entendimento daquilo que significa viver em comunidade. Lugares assim tendem a fazer com que o consumo local e o apoio a empresas locais, ganhe forte terreno e suporte. Estimula o empreendedorismo e geração de emprego local.

Endógeno, significa neste contexto, aglomerações de diversas micro e pequenas empresas que surgem em um processo expontâneo de dentro para fora. Me refiro aquelas ruas onde já existem bares, cafés, lojas de marcas e produtos locais, e onde ocorrem eventos com alguma frequência. São espaços urbanos que reúnem pessoas do bairro e da Cidade, se tornando point de lazer e entretenimento em um espaço dinâmico, vivo e com a cara do DNA local. Em outras palavras, são pedaços da Cidade que já estão aí. Eles surgiram através da iniciativa dos próprios empresários locais que decidiram apoiar uns aos outros. E tudo isso com pouca ou nenhuma interferência alguma do Estado. São nestes lugares que aquele ACOLHIMENTO se encontra com o PERTENCIMENTO.

Se você é Secretário de Turismo e me lê,  articule com o Prefeito, com outros Secretários e com o Vereador do bairro (não se esqueça nunca dele). Veja o que pode ser feito usando a própria estrutura da Prefeitura, para ajudar estes movimentos. Traga isso para dentro do Planejamento Turístico, Urbano …da Cidade. Não perca esta oportunidade e dar um empurrãozinho na roda que já está girando. Muitas vezes o investimento necessário é simples, como prover uma melhor segurança aos eventos que acontecem. Outras vezes, já é necessário melhorar o mobiliário urbano, que muitas vezes, os próprios empresários querem fazer, mas a burocracia da própria Prefeitura emperra.

Veja! O grande objetivo é fazer do morador, um turista na sua própria cidade. É um jogo em que todo mundo ganha, instigando um circulo virtuoso do Cooperar para Competir, motivado pelo orgulho de falar bem da sua Cidade por aí… Ganha o Cidadão. Ganha o Comércio. Ganha a Cidade. Ganha o Prefeito e o Vereador. E a reboque de tudo isso, é que vem o Turista. Pense nisso.

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Obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

Palestras, Workshops e treinamentos? Escreva para emielke@kau.edu.sa

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