E lá veio mais um vírus chinês. É o quinto em 20 anos. E este ao que parece, irá fazer mais estragos, tanto pela importância econômica da própria China, como também pela capilaridade da doença.  Mesmo que aquele país esteja do outro lado do mundo, e que o número de casos aqui no Brasil seja infinitamente menor (até agora), a epidemia vem em um momento que tudo parecia estar dando certo para o Turismo brasileiro…Um baita dilema. Mas, isso também nos dá uma grande oportunidade. Só não vê quem não quer….

Ah! Mas, antes de mais nada, se esta é a sua primeira vez, seja bem vindo ao Blog Gestão & Política de Turismo no Município. Nosso objetivo é ajudar gestores públicos e técnicos para colocar sua Cidade no Mapa do Mercado Turístico e de Eventos. Se já acessou outros textos, obrigado mais uma vez pela confiança. Se gostou, compartilhe e curta. Toda semana tem um novo texto.

Se você não sabia, os dois fatores que mais prejudicam o Brasil como destino internacional são nesta ordem: insegurança (falo de não ser assaltado, e não de ficar doente, ok!?) e preços. Pois é, mas agora veja. De um lado temos o dólar acima de R$ 4,40, com previsão de encerrar o ano a R$ 4,15. Tudo isso deixa o Brasil numa posição confortável na medida em que torna-se mais barato para o turista estrangeiro. E do outro, temos os índices de criminalidade que estão baixando. E mesmo que os efeitos das políticas de segurança sejam menos perceptíveis no dia-a-dia, no longo prazo, a sensação de estarmos mais seguros tende a ser melhor.

Em suma, teríamos um cenário de reconstrução, e por que não, crescimento substancial em 2020. Mas, entre Guedes e Moro tem o COVID-19. Os números pipocam todos os dias, pois também ninguém sabe onde isso vai parar. De acordo com a IATA, em seu último relatório, a previsão (até agora) é de perdas globais na ordem de 5%, algo como U$ 30bi. Já uma das maiores empresas de Cruzeiros contatada pelo Blog afirma que tudo voltará ao normal em meados de Maio, com a chegada do verão no hemisfério norte. Em contra partida, importantes eventos estão sendo cancelados ou adiados. Os jogos Olímpicos no Japão podem começar só final do ano …

E este cenário não ajuda. Em outras palavras, os resultados das chegadas internacionais/2020 já estão 100% comprometido e não há muito o que fazer. Portanto, o momento agora, como Política Pública de Turismo, é voltar 200% todos os olhares para o turismo nacional. O MTUR, perdido em caquéticas políticas que nunca deram em nada, parece alheio a isso tudo. Desta forma, já está mais do que na hora da Embratur tomar as rédeas desta situação. Todo destino internacional se sustenta pelo Efeito Pipoca (explicarei isso em outro post). 

Sem dilema!! Já passou da hora de nós mergulharmos de cabeça no fortalecimento do turismo das Grandes Cidades e seus bairros, trazendo diretrizes de organização e promoção turística mais modernas (alias, estas são bem conhecidas… bem como também os casos de sucesso e as tendências/realidades de mercado). Não podemos perder esta grande oportunidade de utilizar a máquina pública para o desenvolvimento da atividade turística dentro do território nacional. Não é preciso, mas sim, necessário!!! Turismo brasileiro será forte com Cidades fortes, Municípios fortes. É lá que tudo acontece. É isso que espero ver do Gov. Bolsonaro. Simples assim.  

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Obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Desde 2004, meu trabalho  é ajudar você que é gestor Público ou representa uma associação de turismo ou COMTUR. Os textos são para auxiliar/orientar também, aqueles Governos que buscam usar de forma mais inteligente os recursos disponíveis através da cooperação. O que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

Palestras, Workshops e treinamentos? Escreva para emielke@kau.edu.sa

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